Em Manchester, Pep Guardiola continua a encantar. Seja na Premier League ou champions – com o treino, com o tempo para as ideias serem assimiladas, com contratações chave para o modelo de jogo pretendido, a equipa de Guardiola possui uma qualidade de jogo gritante. Um controlo incrível sobre o jogo. Com espectáculo à mistura.

A dinâmica que Guardiola apresenta aos seus laterais não deixa de surpreender. À semelhança de algo que já tinha feito na Alemanha no Bayern de Munique, o técnico espanhol opta por fazer – muitas das vezes, não sempre – com que os laterais joguem por dentro, no corredor central formando assim mais um médio. Na saída de bola desde detrás, é  Delph que encontra-se no meio campo ao lado de Fernandinho, em zonas mais interiores com os centrais a abrirem um pouco mais na primeira linha de construção.

Frente ao poderoso Nápoles, provavelmente a melhor equipa da Europa actualmente – no que diz respeito ao controlo do jogo e qualidade nos quatro momentos de jogo, leia-se Organização Ofensiva e Defensiva e Transição Ofensiva e Defensiva.

Os laterais procuram linha de passe em zonas interiores, atraindo mais jogadores para esse corredor, mas Sané e Sterling, os extremos, estão bem abertos no campo, dando assim largura a equipa…O que acontece? O adversário é obrigado a fechar zonas interiores pela inclusão dos laterais, mas a equipa posiciona-se em condições de aproveitar a largura. Os dois golos  do Manchester City antecedem isto mesmo – uma ideia vincada, os jogadores a cumprirem e o aproveitamento da largura, perante o jogo interior dos laterais.

Com esta dinâmica, que não é a sempre utilizada mas uma delas,  Guardiola assegura o controlo do jogo interior, dando opções exteriores que muitas vezes permitiem situações de 1×1, podendo assim ter mais espaço para chegar a zonas de finalização com qualidade.